sábado, 19 de maio de 2007

NÃO ME EMPAC


Eu sou forte e popular
Não pare na frente, não tente lutar
Por isso não me empaque
Eu sou o tal, eu sou o PAC
Rejeito qualquer entrave ou ameaça de não
Sou o queridinho do chefe
Vou desenvolver essa nação.
Coitado e ai de quem se atreve
Morre na praia ou gelado na Sibéria
Calo tua boca e te mando ao exílio
Sou filho do Lula parido em diarréia
E arrebento com tudo no caminho.
Inundarei o que quiser, derrubarei o for
Que se explodam os bagres, índios e pretos
Por amor ao meu pai não restará flor
E todos se lembrarão de meus feitos.
O Ibaminha já mastiguei, já engoli
E assim vou comer e lascar seus direitos
Como meu pai gosta de mim!
Vivas às Odebrecht do mundo!
Dane-se o coletivo!
Vivas às peixadas e jabás das grandes obras!

Eu sou o PAC e ninguém me empaca

Alvarez Costa – 16 maio 2007.

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