16 de maio de 2007 - 14:37
Servidores querem desistência da MP que divide Ibama
Servidores protestaram e querem que governo desista da MP que separa órgão
BRASÍLIA - Os servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aproveitaram a presença da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, na Câmara dos Deputados, e promoveram um protesto contra a divisão do órgão ambiental com a criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
Durante café da manhã dos deputados da Frente Parlamentar Ambientalista com a ministra, os servidores ergueram duas faixas contra as mudanças. Foi entregue também aos parlamentares uma carta.
O presidente da Associação Nacional dos Servidores do Ibama, Jonas Corrêa, alertou que a divisão tornará mais burocrática a liberação de licenças e reclamou ainda que a proposta de divisão do órgão não foi discutida com os servidores.
´Não somos contra a reestruturação da área ambiental, mas ela tem que ser discutida democraticamente. Após a edição da medida provisória, técnicos do Ibama fizeram uma análise e comprovaram que essa medida vai trazer mais burocracia, aumentar os gastos públicos e causar ineficiência. Hoje no Ibama são oito procedimentos até que o licenciamento saia. Com a liberação (edição) da medida provisória, passaram a ser 36´, argumentou.
Corrêa informou também que os servidores querem que o governo federal desista da medida provisória. ´Eles [governo] querem negociar a implementação da medida provisória. Estão querendo que venhamos a homologar essa medida arbitrária. E nós não vamos fazer isso. Se o governo quer negociar, retire a medida provisória e vamos sentar para discutir´, afirmou. Além disso, O sindicalista afirmou que os servidores vão buscar apoio no Congresso Nacional para derrubar a medida provisória.
Frente Parlamentar Ambientalista
Nesta quarta-feira, 16, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva participou de um café da manhã com integrantes da Frente Parlamentar Ambientalista da Câmara dos Deputados.
A ministra afirmou que a criação do novo órgão ambiental não vai ´facilitar, nem prejudicar´ a liberação de licenças para implantação de empreendimentos. ´Vai fazer o processo certo de forma focada´, defendeu.
Sobre a declaração de Corrêa, a ministra revelou que já aconteceram três reuniões com os servidores para discutir as mudanças. ´E estamos abertos a tantas quantas sejam necessárias´.
Fonte: http://www.estadao.com.br/ultimas/nacional/noticias/2007/mai/16/210.htm

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